segunda-feira, 15 de setembro de 2008

pegar ou não pegar?

Essas últimas semanas tive uma descoberta sobre a minha pessoa. Não consigo pegar uma menina que eu não goste. Não estou falando de beleza ou gostosura, e sim de personalidade. Se não existe um mínimo de afinidade de idéias, e sempre que a gente conversa rolam aquelas discussões bestinhas, picuinhas á toa, e qualquer tipo de infantilidade, por mais que a oportunidade para pegação, e apenas pegação, seja clara, eu simplesmente não consigo.

Pintaram recentemente duas oportunidades.
A primeira foi com uma colega de trabalho. Tudo começa com aquelas brincadeirinhas no estilo "hehehe-to-brincando-mas-se-vacilar-é-nóixxx!", depois aquelas conversinhas no msn,combinar de sair e tal. Aí é claro, as saídas não dão certo e fica aquela coisa 'a gente combina depois'. No meio disso tudo, volta e meia rolam as tais discussões por bobagens, eu acho isso, ela aquilo, esquerda, direita, preto e branco.
Mas tá. Enfim dá certo. Combinamos de ir para um evento de trabalho juntos, vou buscá-la em casa. Durante todo o percurso não tenho certeza do que fazer. Fico no dilema de pegar e ter possibilidade de ir além, o que é sempre uma boa coisa e eu sei que com essa menina, tal chance sempre existe, e não pegar, pois afinal de contas, eu não tenho nada a ver com essa pessoa. Chego lá, a cumprimento, tudo normal.Durante a festa fico o tempo todo olhando e pensando: "Jesus, eu realmente não gosto dela,o que eu estou fazendo??". Depois da festa, a deixo em casa e naquele momento derradeiro da despedida, aquele "então...tchau né?", que decide os rumos da noite, tomo a decisão: "é...boa noite!a gente se fala". Não rola gente, é muita falta de compatibilidade.

A segunda oportunidade foi em uma balada.
Resolvi que ia ajudar um amigo que estava na seca. Estávamos na pista e lá estava o alvo perfeito: loira, pouca roupa, estilo piriguete, dançando com uma louca. Vou falar com ela. Explico que meu amigo é muito tímido, se haveria problema se ele fosse lá falar com ela, aponto ele na roda, e ela disse que não, tudo bem. Mas o rapazinho, não sei qual é a dele, não foi falar com a moça. Tudo bem que ela não era um primor de beleza, mas ele também não é, e na situação que ele se encontra (acreditem, é feia), não ta dando pra ser muito seletivo não. Mas enfim, nada acontece, o tempo passa, circulo um pouco pela boate e cruzo com a piriguete de novo, ainda dançando como uma louca perto de mim, rolando aquelas esbarradas providenciais e é claro, os olhares. Fico pensando: "vou chegar,é agora". Mas conforme eu hesitava e olhava pra ela, dava tempo para analisá-la e putz, era vulgar demais. O estilo piriguete, por mais que seja provocante, e fácil, não tem charme nenhum. Não faz minha cabeça. Então, parei de olhar e fui circular mais um pouco.

Agora, vamos as considerações:
- Estou pensando demais?Estou sendo muito seletivo? Sou jovem, pegação nunca é demais e é mais uma história pra contar?
- Aqui falei especificamente de pegação pois ainda não surgiu uma oportunidade clara de transa. Mas se as mesmas situações rolassem, com o adicional da transa, é claro que eu não pensaria tanto, pois afinal, transa é transa.
- Acredito que quando você pensa demais só pra embarcar em uma pegação inocente, é porque você já sabe que não quer.
- Existem os agravantes e as consequências. A menina era colega de trabalho, a atração só parecia existir pelo msn e a piriguete não era muito bonita.
- Admito que fiquei curioso com a piriguete...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

aprendiz de nelson rubens

Tenho que admitir. Sou homem,mas adoro uma fofoca. Não me considero fofoqueiro, pois não sou daquele que passa a informação adiante. Gosto de recebê-la, estar informado. Saber quem que eu estudei no ensino médio que engravidou, foi preso, quem ta pegando quem...enfim, essas banalidades da vida e depois comentar com os amigos mais íntimos. Não tem propósito algum, só render assunto e boas risadas.
Tem gente que gosta de analisar demais essas coisas e dizer que é falta de uma vida própria mais interessante, mas isso é bobagem. TODO MUNDO faz isso uma hora ou outra do dia.
E é interessante notar como o sistema de fofocas tem evoluído com o passar dos anos. Começa com nossos avós na mesa da cozinha falando sobre os vizinhos e no presente temos o Orkut, que nada mais é do que um sistema de monitoramento constante da vida alheia.

Digo que não me considero um fofoqueiro porque conheço verdadeiros profissionais do ramo. Tenho um amigo que é um verdadeiro "aprendiz de Nelson Rubens". O cara é capaz de te dar up-to-date information sobre qualquer assunto de um determinado ambiente. A escola que a gente estudou por exemplo, ele sabe quem ta pegando quem, quem ta traindo quem, qual o trabalho dos pais de certos alunos e até fofoca dos professores. Encontramos uma professora nossa saindo de um restaurante, isso 5 anos após nossa formatura, e o cara sabia tudo!!!Que ela tinha trocado de carro, acabado o noivado...é um pouco scary né?O que um cara desses pode saber sobre sua vida...

Enfim, e estamos falando de um homem!Não são só mulheres que dominam a arte da fofoca, como alguns clichês teimam em sustentar.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

medo de mulher

Sei que muito cara por aí já teve, ou ainda tem medo de mulher. Na época do meu ensino médio eu era um desses. Não tinha nenhuma confiança na minha aparência ou no meu papo. Achave as mulheres lindas, um mistério indecifrável,e eu, esquisito do jeito que era, não tinha nada a oferecer pra elas. O filme (genial!!) O Virgem de 40 Anos, usa uma expressão bastante adequada para falar sobre isso: Pussy on a Pedestal, ou, no nosso bom e velho português, venerar demais a periquita. Isso significa valorizar exageradamente a figura da mulher. Isso não significa que você deve começar a desrespeitá-las, achar que são todas umas vadias interesseiras que só querem sugar seu dinheiro.

Eu ainda valorizo demais as mulheres. As acho criaturas lindas, maravilhosamente complexas e fascinantes. Mas com o tempo aprendi que eu não sou nenhum Quasímodo e tenho muita coisa legal para oferecer também. Antes eu achava que para chegar em uma mulher estranha e ter sucesso na balada, você precisava daquela lábia mais sem vergonha e um papo altamente complexo, don juanesco e aquela coisa toda. Como eu era bobinho!!! Com o tempo, começei a observar os approaches ao meu redor e cada estupidez e coisas boçais que saíam...e para o meu espanto, a pegação rolava com uma certa regularidade até. A minha conclusão foi que você não precisa recitar Shakespeare ou decifrar a existência e as angústias da mulher, ou seja, não precisa ser um gênio. Não tenho a pretensão de fazer um guia de "como pegar mulheres na balada", porque não há receita pra isso. Mas confiança e simpatia, fazer a mulher rir, são coisas que aumentam e muito suas chances de sucesso.

É importante lembrar que a mulher que ta na noite, também quer se divertir, ela quer pegação assim como o cara.

Outro mito que me atrapalhava e eu vejo que freia muito cara por aí é o medo do toco. Uma puta besteira. Se o trabalho dignifica o homem, o toco também!!!Ele te dá uma casca-grossa e tira a vergonha pra você continuar chegando. Geralmente, minhas chegadas fluem bem mais e eu fico mais relaxado após o primeiro toco.

Don't be Afraid!!!